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CRÔNICAS DE UMA INSONE APAIXONADA - No bar - Nova Tropical Fm

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CRÔNICAS DE UMA INSONE APAIXONADA – No bar

Repentinamente uma rajada de ar inundou o bar cálido, flocos de neve pousavam graciosamente nas mesas dos senhores que ali que bebiam Whisky; a moça jogava o corpo contra a porta de madeira na tentativa de fechá-la de vez; os olhos de todos estavam atentos a ela, sussurravam e murmuravam sobre o que uma bela moça como ela, dona de sardas marcantes e um cabelo ruivo exuberante estaria procurando num simples bar, local onde os senhores se reuniam para jogar cartas e xadrez, jogar conversar fora e ouvir aquela boa música num final de semana qualquer. Enquanto nevava e fazia frio lá fora, o bar por sua vez tinha uma atmosfera melancólica cheirando à álcool, abrigava os desocupados e despreocupados.

 

Uma poça de água já havia se formado aos pés da moça, que recuperava o fôlego encostada na porta já fechada. Antes mesmo de dar o primeiro passo em direção ao interior do bar, um rapaz robusto agarrou-a pelo braço trazendo-a para perto de si, visto que ela não havia notado a poça abaixo de si. A ruiva passou a contemplar aqueles firmes braços que estavam à mostra, ele não aparentava sentir frio algum; a jovem moça sentiu algo pesado em suas costas, e tocando em seu próprio ombro sentiu algo macio, virou a cabeça e notou que ali havia um enorme casaco de pele.

 

A moça já não era mais o centro das atenções, os senhores haviam voltado às suas bebidas e seus jogos; outro homem já limpava a poça e a sujeira acumulados na porta, este por sua vez aparentava ser mais velho que o rapaz que a segurava, ambos os homens eram robustos e possuíam lindos cabelos escuros feito a noite, eles poderiam ser até mesmo irmãos.

 

Ela agradeceu pelo casaco, e ao ouvir a voz do rapaz ficou encantada: como poderia existir voz tão linda? Estava boquiaberta e, por um momento o tempo parecia haver parado, estava tudo silencioso e calmo, não havia mais ninguém ali, somente os dois, quando abruptamente ela voltou a si e já podia ouvir a música mesclada às vozes dos senhores que berravam, jogavam e conversavam, transformando o lugar todo num ambiente caótico.

 

Entretanto, continuava admirando a beleza do rapaz, que sorria à ela! Seus cabelos haviam sido bagunçados pelo vento forte, havia uma mecha da longa franja caída na altura de seu queixo quadrado, seus olhos eram marcantes! Uma cicatriz saliente no canto do olho esquerdo, próximo ao nariz, chamou sua atenção: ela descia em direção à bochecha, onde findava. A ruiva já estava se apaixonando com sua doce voz.

 

“Você está bem?” perguntou o rapaz com sua doce voz.

 

“O meu nome é Alexia…” ela riu e respondeu.

 

“Eu sou Charlie.”

 

Ambos tinham certeza que iriam se encontrar novamente, talvez até no mesmo bar…

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